Semana passada, foi publicado uma matéria no jornal O Estado de São Paulo direcionada para o Twitter e sua relação com os adolescentes. Esta matéria agitou bastante a internet, eu inicialmente achava que os adolescentes usassem o Twitter, mas na semana passada, dois fatos aparentemente opostos colocaram em evidência a relação dos jovens com o novo xodó da internet. No Reino Unido, um garoto de 15 anos agitou o mercado de internet ao afirmar que adolescentes não gostam do serviço. E, no Brasil, garotas ensandecidas pelo grupo Jonas Brothers conseguiram colocá-los no topo da lista dos “trending topics” do site. Mas elas estavam lá só para isso. Não significava que usavam sempre o site.
Números comprovam a tese. De acordo com o Ibope Nielsen Online, no mundo, apenas 8,45% dos usuários têm entre 12 e 17 anos. Na faixa entre 18 e 49 anos, a média é de 26%. No Brasil, essa quantidade é menor ainda. Entre os adolescentes, a participação é de apenas 4,58%. Já entre os mais velhos, fica em 27%.
Tanto o britânico Matthew Robson, como as meninas afirmam que faltam amigos no Twitter. Matthew produziu para a consultoria Morgan Stanley um relatório sobre “consumo de mídia por adolescentes”, com opiniões de amigos. Além de afirmar que eles recorrem à pirataria para música e filme, disse que muitos até entraram no Twitter, “mas saíram ao perceber que não iriam atualizá-lo”. Justificativa: mensagens SMS caras e sentimento de falar para ninguém.
Com as meninas no Brasil foi a mesma coisa. O “ataque” ao Twitter não nasceu no Twitter. Primeiro um blog dedicado ao grupo norte-americano convocou as meninas. Depois, a conversa foi para a comunidade do grupo no Orkut. Aí, sim, partiu para o Twitter. Na segunda e na terça-feira, elas chegaram ao topo da lista dos assuntos mais quentes do Twitter – e sem contar com a ajuda de nenhuma celebridade querendo aparecer.
“Acredito que a maioria entrou no Twitter para colocá-los no topo mesmo”, diz a estudante Rebecca Germano, 12 anos. Ela mesma criou seu perfil na rede só para poder acompanhar o grupo. “Muitos adolescentes não entram porque não querem falar da vida pessoal. As pessoas vão se interessar em saber se você está comendo um sanduíche?”
O fato de haver poucos amigos na rede é outro agravante, aponta a estudante Michele Silva, de 14 anos, que ficou twittando feito louca para a banda aparecer nos “trending topics”. Ela diz que o Twitter foi escolhido para o “ataque” pela popularidade hoje. “Acho que pode ajudar a trazê-los novamente ao Brasil.”
Essa popularidade, porém, é só entre os mais velhos. “Meus amigos estão no Orkut. Se perguntar se têm Twitter, poucos dizem sim”, conta ela, que é seguida na rede de microblogs por amigos que conheceu na web.
Pensando bem, é fato que o público teen não iriam amar o Twitter. Via de regra o que mais é feito no microblogging é, por exemplo, mandar links de artigos interessantes, comentários sobre o que está rolando no mundo da internet, notícias (principal), e até alguns que levam a pergunta à sério o que eu não gosto nem um pouco, o que estamos fazendo!. O adolescente hoje não está nem aí para notícia de internet, está querendo mais saber fofocas de famosos do que se informar dos acontecimentos.
O que mais ocorre, principalmente em minha família, é o povo entrar lá para seguir famosos e poder falar com eles (quando são respondidos, claro!)
Agora, devemos relebrar uma frase que Mariana, 12 anos, disse para o jornal e que resume pode resumir tudo: “O Orkut é simples e tem em todas as línguas. Quem não fala inglês, ou não sabe usar a lógica. Não tem Twitter”.
Meu medo é o Twitter receber esta informação e querer incorporar o público teen, com certeza teremos comunidades e bichinhos pulando pra todo lado! Aproveite e saiba mais sobre o Twitter e nos siga @cidadaomaluco
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